sexta-feira, 27 de maio de 2011

Epifania XXVI

por Marina Jenifer Sant'Borges


Esse seu olhar meio baixo, a linguagem do teu corpo, tuas mãos que sempre me aquecem nas noites de frio são o que há de mais puro e involuntário entre as almas, ti observo enquanto fala com vontade de interromper com um doce beijo tuas palavras, e mesmo quando fala dela não penso em deixá-lo. Temos nossos caminhos que são diferentes mas que sempre estiveram ligados, seu dia pertence a outra e suas noites pertencem a mim, só você e eu, como se não houvesse mais nada a fazer pela manhã. O medo de me reduzir a você é o que confundi meu intimo, pois ti quero com todas as forças mas prender-me a você seria como enterrar toda minha liberdade.