sexta-feira, 29 de abril de 2011

Epifania XIV

Marina Jenifer Sant'Borges

Aquele instante onde a possibilidade de sentir teu corpo novamente se fez presente...

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Epifania XIII

por Marina Jenifer Sant'Borges


Se um dia essa singela beleza
que a juventude me dispõe acabar
O que serei eu vista pelo teu olhar?
Se essa diferença que me faz
interessante se extinguir
Onde seus sentimentos por mim vão estar?
Quando meu olhar não emitir
mais o mesmo doce mas perigoso brilho
Em que ruas vou te encontrar?
Sabe-se lá quem de nós ousará a falar...

Epifania XII

por Marina Jenifer Sant'Borges


Essa história de amor
a qual muitos anos nos roubou
nos tornou escravos um do outro
nos condicionou a este estado
Entre os nossos beijos
corria tanto desejo
mesclado de mágoas e desprezo
E entre seus tantos toques
julgamentos obsoletos
Eu sou assim,
é fácil de se enxergar no fim
Eu sou mais erro
do que acerto
E é pelos seus olhos que
agora me vejo.

Epifania XI

por Marina Jenifer Sant'Borges


Adoro ficar com você
Sinto coisas que a própria razão
nunca veio a conhecer
Seu olhar me tira a lucidez
desde que ti vi pela primeira vez
Imagino meus lábios nos teus
um céu de escuro azul, só você e eu
Teu cheiro embriaga-me de desejo
e do passageiro tempo até esqueço
Sem pensar no depois vivo o momento
desejando que as palavras entre nós ditas
Nunca se dispersem ao vento.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Epifania X

por Marina Jenifer Sant'Borges


O que somos nós? visto que ambos somos grotescamente adaptados as convenções.

Muitas faces constituem o que sou, previsíveis muitas vezes são fáceis de enganar.

Os equívocos são constantes e provocam inebriante perplexidade no intimo daqueles que se subjugaram tão tradutores de mim.

Sou inconstante, minhas emoções se misturam no meu amontoado coração, negam a submeterem se a razão.

Você que andou por varias ruas rumo a um destino não conhecido por mim.

Senhor de tantos acasos e dono de meu embaraço.

És o que não desconfio ser, tenho variadas visões que tecem sobre você.

Falam se demais de nós, eu que me desconcerto em tê lo por perto, que tento ter um olhar discreto.

Você que já não me olha para preservar meu controle que a muito não se via perdido por essas vontades que consumar não me permito.

Ás vezes quase interrompo a sanidade de meus sentidos, chegando próximo a você e seguindo meus instintos.

Em nossas despedidas, desejo eu que por instantes deixemos nos levar pela oportunidade provocante de
concretizar nossos desejos mais ocultos.

Epifania IX

por Marina Jenifer Sant'Borges


Mulher ou menina, que atormentou minhas noites e dias, que me fez sonhar quando não poderia, que me fez querer quando não mais queria e consumar um desejo que á muito em mim existia. Minha linda, de beleza mórbida que me seduz como nenhuma outra, me atrai com essa personalidade avassaladora. Ávido amor de uma esquecida rotina que abandonei após varias feridas e que renasceu com uma simples poesia. Foi seu doce veneno de escorpião solitário, que a ataraxia da minha vida aos poucos tomou. Me perdi no obscuro e sem fim dos olhos seus, e ao seu toque encontrei um novo eu.

Epifania VIII

por Marina Jenifer Sant'Borges

Seu olhar, seu sorriso com um toque de um certo sadismo, suas perguntas desconcertantes e esse sotaque inebriante, que vontade me dá de morder você.

Epifania VII

por Marina Jenifer Sant'Borges

Como entender essa atração tão forte que devora nossa razão,
que interrompe um raciocínio, que nos faz paralisar com um só olhar?

Epifania VI

por Marina Jenifer Sant'Borges



Os variados simulacros que tenho de ti não me impedem de olhar e desejar experiências que ainda não senti, tais quais talvez possa me apresentar. Há vinte anos eu era apenas um incerto devir, e tua presença aqui já estava sentindo, sofrendo, caminhando rumo ao conhecimento.

Você que me perturba desde o primeiro instante, que salienta minhas emoções que são maquiadas pela rotina.

Você com esse ar nada convencional, essa poesia ainda não lapidada com que encena um pensamento que não é seu, mas que não seria melhor expressado.

Você que interpreta pensamentos sob linhas confusas de vários textos não percebe meu olhar mal intencionado porém romantizado pelo lado mais puro que há em mim.

Você que provoca minhas varias faces as quais procuravam libertar-se dessa tradição que existe antes de nós.

Você que instiga meus pensamentos envolvendo-os de desejos que pelas aparências não podem se revelar.

Você dono dessas mãos que atormentam minhas noites por não te-las a me tocar.

Você que quando fala, sua voz ataca meus sentidos, eu entro em delírio, imagino em meus ouvidos tua boca com um ar ofegante provocando meu libido.

Você que provoca na menina uma mulher escondida que ainda não se apaixonou, que adora o acaso, que consuma os atos e que terá você de fato.

Epifania V

por Marina Jenifer Sant'Borges


Ousaria eu a querer por horas ti ouvir e ficar atenta ao seus olhares que insinuam ter muito a contar. Reconheço que desperta em mim um estranho querer e com um toque de proibido abala todo o meu ser. Tuas palavras me devoram, provocam uma doce inquietação, despertam minha imaginação que através de seu simulacro idealizado sacio meus desejos chegando ao auge do prazer que talvez nunca tenha experimentado.
Aquela noite entre olhares, meias palavras trocadas fiquei na expectativa de talvez ter uma oportunidade de chegar próximo ao seus lábios. Em nossa despedida, banhada pela luz tímida de uma manhã de sábado, por um momento enquanto me concedia um beijo na face ousei a desejar que o tempo parasse para fazer-me prisioneira deste instante.

Epifania IV

por Marina Jenifer Sant'Borges


Mesmo aos olhos da moral cruel, ousaria eu a tocar-lhe os lábios com um furor inocente de uma vontade independente, ousaria eu a tocar-ti e por ti desejar ser tocada. Vendo-o tão longe com um ar informal a um mestre queria eu ter tua atenção para mim, e em um olhar que assume uma falsa aparência de desinteresse provocar em seu intimo uma doce confusão. Queria eu render-me aos desejos na noite de ontem...

Epifania III

por Marina Jenifer Sant'Borges


Não pensei que algum dia fosse retribuir os sentimentos que originado da admiração à muito alimentava por você. Não esperava que entre tantas pérolas você escolheria a mim, uma menina que já é mulher, solitária em meio a multidões, que nunca tem certeza do que quer. Que já sofreu e agora faz sofrer, que ama sem querer se prender, que venera o instante. Que tem medo mas age sem pensar, segue as paixões que fortes se colocam a frente, e proibidas excitam a mente. Tantos olhares se colocam na sua direção, uma platéia tão atenta para seus gestos, tuas falas e pensamentos, pensamentos que me instigam...
Seria eu a escolhida para inspirar tuas digressões?

Epifania II

por Karem Alencar

Mulheres e concepções 

Sete mulheres
sete desejos
sete imaginações
sete impossiveis realizações.

Sete mulheres 
sete pecados
sete canções
sete fortes corações.

Sete mulheres
sete uniões
sete brigas
sete sofridas separações.

Uma me acarinha...
outra me abraça...
uma me chama...
outra me ameaça.

Ela se despede
ela se entromete
ela se remete
ao amor que lhe merece.

Sete, sete, sete...

Sete pedaços do meu coração
sete pétalas nas minhas mãos 
sete anéis de reconciliação.

Hoje não são sete recordações
hoje não são as mulheres, as emoções
hoje não há mais nada
só as milhares de repetições.

Epifania I

por Marina Jenifer Sant'Ana Borges


Meus pensamentos recentes são incomuns, e fortes preenchem um vazio comum em mim. Desejo cometer pecados proibidos pela sociedade a qual pertenço. E não seguir um condicionamento que vem antes de eu existir. Quero contradizer quem eu sou, quem serei e quem já fui um dia. Quero preencher meus dias de funestas e singelas alegrias. Quero celebrar noites em função de meu prazer. Que hoje, não se sacia enquanto não estiver com você.