sexta-feira, 26 de abril de 2013

Epifanias XLIV

A ausência é uma presença de desespero, desespero de não poder ver, cheirar e abraçar quem queremos. Os meus dias são vividos sem ter sentido, meus sonhos vagam por entre as lembranças. Como deve ser não sentir mais, ter a existência interrompida, estar no mais profundo e silencioso escuro? Eu sei como é perder, eu sei como é a sensação de ver cada pouco de terra caindo em um caixão, eu sei como é não querer acordar, não querer comer e somente chorar e se manter em silêncio. Mas como deve ser esse estranho e desconhecido escuro?