por Marina Jenifer Sant'Borges
O que somos nós? visto que ambos somos grotescamente adaptados as convenções.
Muitas faces constituem o que sou, previsíveis muitas vezes são fáceis de enganar.
Os equívocos são constantes e provocam inebriante perplexidade no intimo daqueles que se subjugaram tão tradutores de mim.
Sou inconstante, minhas emoções se misturam no meu amontoado coração, negam a submeterem se a razão.
Você que andou por varias ruas rumo a um destino não conhecido por mim.
Senhor de tantos acasos e dono de meu embaraço.
És o que não desconfio ser, tenho variadas visões que tecem sobre você.
Falam se demais de nós, eu que me desconcerto em tê lo por perto, que tento ter um olhar discreto.
Você que já não me olha para preservar meu controle que a muito não se via perdido por essas vontades que consumar não me permito.
Ás vezes quase interrompo a sanidade de meus sentidos, chegando próximo a você e seguindo meus instintos.
Em nossas despedidas, desejo eu que por instantes deixemos nos levar pela oportunidade provocante de
concretizar nossos desejos mais ocultos.