Falo em tese, tanto do homem como da mulher, para afirmar que nossa espécie só poderá ser feliz quando realizarmos plenamente a finalidade do amor e cada um de nós encontrar o seu verdadeiro amado, retornando, assim, à sua primeira natureza.
Platão, O Banquete. Aristófanes (193c).
O homem tem na sua percepção temporal que o amor é eterno, pois sente que será assim, o amor completa mas não é o suficiente. O ser humano é volúvel, se reinventa sem perceber, concebe variados amores, amar um não impede de ter atração por outro, a procura não se finda pois somos carne, vontade e gozo. Diotima sabe quais males o amor herdou, sabe da angustia que os homens tem de não encontrá-lo, sabe que o amor é uma falta inerente ao ser, uma peça da essência que fora nos arrancada. O amor é sempre presente nos homens pois até mesmo sem sua presença, tem-se a presença da ausência, por isso amo a própria capacidade de amar, assim sofro menos por provar de amores efêmeros enquanto não encontro o eterno, sigo a Lua pois através dela nos tornamos novamente um só, um andrógino, separados pela maldade de Zeus.